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Formatura-2018

Por Faculdade Católica,

Em sua homilia, Dom Cesar Teixeira fala aos futuros Bachareis em Teologia e a todos os presentes.

Homilia de formatura Turma de Teologia 2018

Faculdade Católica de São José dos Campos

             Estamos aqui reunidos, com alegria e na alegria, para a formatura de mais uma turma de estudantes de teologia da Faculdade Católica de São José dos Campos. Agradecemos a Deus esta oportunidade e esta graça. Nossa celebração solene terá dois acontecimentos importantes: iniciamos com a celebração do Mistério Cristão, a Eucaristia, que é, para nós, o centro e ápice de toda formação teológica. E depois faremos o segundo passo: “a colação de grau” que diz respeito à formação acadêmica dos alunos que ora encerram seus estudos e recebem o seu merecido título acadêmico. Mas, não nos esqueçamos de que entre um ato e outro existe uma dimensão diferente de valor: primeiro o mergulho no mistério de Cristo, depois o serviço ao mesmo Cristo em favor dos irmãos.

O Evangelho de Mateus que ouvimos no capítulo 11 nos apresenta Jesus como revelador do Pai e como mestre da vida. Jesus é pois, o ÍCONE do formado em teologia na perspectiva de nossa faculdade católica. Também nós pensamos que o “formado em teologia” vá ser um revelador do Pai e um mestre enraizado na vida de Jesus.

A formação teológica (teológica-pastoral, moral, espiritual, litúrgica etc) – atenta quer aos desafios que apresenta a nova evangelização nos diversos contextos, quer às diversas formas de encarnação do ministério pastoral – pede que se assuma a inculturação como critério e instrumento de toda reflexão e metodologia pastoral, com o objetivo de preparar educadores e evangelizadores habilitados a serem mediadores do relacionamento entre o Evangelho e cultura em sintonia com a Igreja.

Fazer teologia, portanto, leva o batizado à uma qualificação de base nas ciências teológicas e sua constante atualização possibilita uma compreensão adequada do mistério cristão, a viver com ciência o relacionamento entre Evangelho e cultura, e habilita-o a responder às questões que a ela dirigem as mutáveis situações e a evolução cultura.

A teologia está a serviço da Fé, de sua dimensão eclesial e de sua inculturação. Está indissoluvelmente conexa com a vida e a história do Povo de Deus e com o Magistério que lhe orienta o caminho; tem saliente caráter vital e uma relevante incidência na missão da Igreja e em particular sobre a vida espiritual e sobre o ministério pastoral dos batizados.

Consequentemente, a reflexão teológica ajuda a crescer no amor a Jesus Cristo e à sua Igreja, confere sólido fundamento à vida espiritual, qualifica para a missão de pastor e guia.

Os estudos teológicos pedem que sejam destacados os seguintes elementos que constituem a vivência do “saber teológico”:

  • Assimilar na própria vida os sentimentos de Cristo Mestre, Pastor e Sacerdote, sendo testemunha viva, como os Apóstolos daquilo que “viu e ouviu”;
  • Sentir com a Igreja: assumir a identidade de teólogo como é apresentada pela Igreja e na relação com a comunidade cristã fazer experiência da fé; colaborar na realização da missão segundo os carismas e dons recebidos; agir em comunhão com o Papa e os Bispos;
  • Desenvolver uma sensibilidade forte em relação à dimensão catequética, vocacional e mariana no exercício da ciência teológica;
  • Amadurecer uma atitude de discernimento espiritual e pastoral diante de pessoas e eventos, para poder orientar e acompanhar pessoas e comunidades;
  • Educar-se numa pedagogia de vida que facilite viver em atitude de formação permanente a partir da “conclusão do curso teológico”.

Portanto, o estudo da teologia deve ajudar o aluno a adquirir uma visão orgânica das verdades reveladas por Deus em Jesus Cristo e da experiência da Fé da Igreja.  Por um lado a teologia tem como referência a Palavra de Deus, celebrada e vivida na Tradição viva da Igreja: por isso o estudo da Escritura, dos Padres da Igreja, da Liturgia, da História da Igreja, etc. Por outro lado ela se dirige ao estudante, chamado a crer, viver e comunicar a fé e o ethos cristão: e daí, o estudo da dogmática, da teologia moral, da teologia espiritual, do direito canônico, da teologia pastoral, etc.

A referência ao homem crente exige que se enfrente a questão da relação fé-razão – por isso o estudo da teologia fundamental – tratando da revelação cristã e da sua transmissão na Igreja. E procura dar respostas aos problemas conexos com a situação social e cultural: para tanto, o estudo da doutrina social da Igreja, da Missiologia, do ecumenismo, das religiões e das expressões de religiosidade, etc.

O importante é que todos estes aspectos da teologia convirjam harmonicamente na visão da história da salvação que se realiza na vida da Igreja e nos acontecimentos do mundo como nos ensina a Ratio fundamentalis.

Papa Francisco em recente encontro com teólogos e teólogas do mundo todo ensinou: “como afirmastes no recente documento «A teologia hoje: perspectivas, princípios, critérios», a teologia é ciência e sabedoria. É ciência, e como tal utiliza todos os recursos da razão iluminada da fé para penetrar na inteligência do mistério de Deus revelado em Jesus Cristo. E é, sobretudo, sabedoria: na escola da Virgem Maria, que «guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração» (Lc 2, 19), o teólogo procura iluminar a unidade do desígnio de amor de Deus e compromete-se a mostrar como as verdades da fé formam uma unidade orgânica, harmoniosamente articulada. Além disso, compete ao teólogo a tarefa de «ouvir atentamente, discernir e interpretar as várias linguagens do nosso tempo e sabê-las julgar à luz da Palavra de Deus, para que a verdade revelada seja compreendida cada vez mais profundamente, seja melhor entendida e possa ser apresentada de forma mais adequada» (Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral Gaudium et spes, 44). Por conseguinte, os teólogos são «pioneiros» — isto é importante: pioneiros. Em frente! — pioneiros do diálogo da Igreja com as culturas… Este diálogo da Igreja com as culturas é um diálogo crítico e ao mesmo tempo benévolo, que deve favorecer o acolhimento da Palavra de Deus por parte dos homens «de todas as nações, raças, povos e línguas» (Ap 7, 9).

Busquem construir a Paz. É esta mesma paz que está no centro da vossa reflexão sobre a doutrina social da Igreja. Ela tem como finalidade traduzir na realidade da vida social o amor de Deus pelo homem, que se manifestou em Jesus Cristo. Eis por que a doutrina social se radica sempre na Palavra de Deus, acolhida, celebrada e vivida na Igreja. E a Igreja deve viver antes de tudo em si mesma aquela mensagem social que leva ao mundo. As relações fraternas entre os crentes, a autoridade como serviço, a partilha com os pobres: todos estes aspectos, que caracterizam a vida eclesial desde a sua origem, podem e devem constituir um modelo vivente e atraente para as diversas comunidades humanas, da família à sociedade civil.

Este testemunho pertence ao Povo de Deus no seu conjunto, que é um Povo de profetas. Mediante o dom do Espírito Santo, os membros da Igreja possuem o «sentido da fé». Trata-se de uma espécie de «instinto espiritual», que permite sentire cum Ecclesia e discernir o que está em conformidade com a fé apostólica e com o espírito do Evangelho. Certamente, o sensus fidelium não pode ser confundido com a realidade sociológica de uma opinião maioritária, sem dúvida. É outra questão. Por conseguinte é importante — e é tarefa vossa — elaborar os critérios que permitem discernir as expressões autênticas do sensus fidelium. Por seu lado, o Magistério tem o dever de estar atento ao que o Espírito diz às Igrejas através das manifestações autênticas do sensus fidelium. Vêm-me à memória aqueles dois números, 8 e 12, da Lumen Gentium, que precisamente sobre este aspecto são muito fortes. Esta atenção é da máxima importância para os teólogos. O Papa Bento XVI frisou várias vezes que o teólogo deve permanecer à escuta da fé vivida dos humildes e dos pequeninos, aos quais aprouve ao Pai revelar o que escondeu aos sábios e instruídos (cf. Mt 11, 25-26, Homilia na Missa com a Comissão Teológica Internacional, 1 de Dezembro de 2009).

Por conseguinte, a vossa missão é fascinante e ao mesmo tempo arriscada. Estes dois aspectos são positivos: o fascínio da vida, porque a vida é bela; e também o risco, porque assim podemos ir em frente. É fascinante porque a pesquisa e o ensino da teologia podem tornar-se um verdadeiro caminho de santidade, como confirmam numerosos Padres e Doutores da Igreja. Mas é também arriscada, porque comporta tentações: a aridez do coração — isto é mau, quando o coração fica árido e pensa que pode refletir sobre Deus com aquela aridez, quantos erros! — o orgulho e até a ambição. São Francisco de Assis certa vez enviou um breve bilhete ao irmão António de Pádua, no qual dizia entre outras coisas: «Apraz-me que ensines a sagrada teologia aos irmãos, sob a condição de que, no estudo, tu não apagues o espírito da santa oração e devoção». Também o aproximar-se dos pequeninos ajuda a tornar-nos mais inteligentes e sábios. E penso — não faço publicidade jesuítica — em santo Inácio que pedia aos professores que fizessem o voto de ensinar a catequese aos pequeninos para compreender melhor a sabedoria de Deus.

A Virgem Imaculada obtenha que todos vocês cresçam neste espírito de oração e devoção, e assim, com profundo sentido de humildade, sejam verdadeiros servos da Igreja”.

Que assim seja. Amém.

 

 

Formatura

Por Faculdade Católica,

Discurso do Paraninfo – Prof. Msc. Pe. Edinei Evaldo Batista

 

Prezados Chanceler, membros da Direção, Professores, funcionários e alunos da Faculdade Católica de São José dos Campos

Prezados senhores e senhoras, familiares e amigos dos Formandos 2018

Minha cordial saudação a todos!

Queridos formandos da 2ª turma do Curso de teologia – Bacharelado, da Faculdade Católica de São José dos Campos

Com gratidão pelo honroso convite que me foi feito para ser o paraninfo de sua turma nesta solenidade, dirijo-me de modo especial a vocês, caros formandos, para expressar-lhes palavras de congratulação pela feliz conclusão dos estudos teológicos: uma graça e também uma responsabilidade!

Disse D. Helder Câmara: “Iniciar algo é uma graça. Concluí-lo é uma grande graça. Mas a graça das graças é perseverar”. Se chegaram a esse momento é porque foram agraciados, dentre outros, com o dom da perseverança, virtude dos que não se deixam abater por dificuldades e obstáculos e meio para novas conquistas. Por tal razão cumprimento-os e faço votos de que essa virtude sempre os acompanhe pelos caminhos que trilharão doravante: os seminaristas no prosseguimento de sua formação rumo ao presbiterado e os demais formandos em sua atuação pastoral. Oxalá, todos, no aprofundamento dos estudos teológicos e afins, sempre com a missão de servir as pessoas e de tornar o mundo melhor.

O tempo passado nesta instituição de ensino superior, com certeza os fez melhores, confiando-lhes a grande responsabilidade de fazerem diferença com sua presença, onde estiverem.

Aqui vocês tiveram a oportunidade ímpar de aproximar-se do Mistério de Deus, não para entende-lo de maneira exaustiva, mas para encantarem-se com ele, serem por ele envolvidos, respeitarem-no e ajudar as pessoas a abeirar-se dele.

Portanto, perseverem na contemplação deste mistério e que as práticas de vocês sejam reflexo dessa experiência que, com certeza, dá cor e sabor novos à existência humana e à história.

Sejam generosos em compartilhar essa maravilhosa aventura com todos os que passarem por sua vida não permitindo que sejam os mesmos depois de terem-se encontrado com vocês.

Não se deem por satisfeitos com o que já aprenderam, mas, façam progressos maiores, bebendo sempre na fonte da Sabedoria que “vem do alto e é pura, pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento” (cf. Tg 3,17).

Deixem-se maravilhar a cada dia pela Beleza antiga e sempre nova, que “sendo única, tudo pode; permanecendo imutável, renova tudo; e comunicando-se às almas santas de geração em geração, forma os amigos de Deus e os profetas” (cf. Sb 7,27).

Com seus gestos de homens e mulheres marcados pelo encontro com o Mistério Divino mostrem ao mundo que não existe “terra santa”, mas uma maneira santa de caminhar que torna sagrado o chão onde pisamos, transformando-o com a força do Evangelho.

Parabéns por esta feliz ocasião. Bom prosseguimento na caminhada!

 

 

Comunicado Biblioteca

Por Faculdade Católica,

Comunicamos que, devido ao período de férias, haverá adequações no experiente da Biblioteca Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida.

Entre os dias 12 e 21 de dezembro/2018 o atendimento acontecerá no horário das 16h30 às 20h30, de segunda a sexta-feira.

O acesso on-line está mantido.

A Bibliotecária

Direitos Humanos

Por Faculdade Católica,

Em 2018, completam-se 70 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS pela ONU.

10 de Dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos

Alguns questionamentos se fazem necessários e urgentes sobre Direitos Humanos desde a Declaração Universal em 1948:

1. O que avançou?

2. Houve retrocesso? Em que aspecto?

3. Em quais dimensões é preciso avançar?

4. No Brasil, os Direitos Humanos são respeitados?

Papa Francisco: todos têm direito de ser feliz

 

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (resolução 217 A III) em 10 de dezembro 1948.

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,

Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da humanidade e que o advento de um mundo em que mulheres e homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do ser humano comum,

Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos fundamentais do ser humano, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,

Considerando que os Países-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do ser humano e a observância desses direitos e liberdades,

Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

Agora portanto a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade tendo sempre em mente esta Declaração, esforce-se, por meio do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Países-Membros quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Artigo 1
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo 2
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo 3
Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo 5
Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo 6
Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo 7
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8
Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo 9
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10
Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo 11
1.Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte de que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo 12
Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo 13
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio e a esse regressar.

Artigo 14
1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
2. Esse direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo 15
1. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo 16
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.

Artigo 17
1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo 18
Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular.

Artigo 19
Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo 20
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo 21
1. Todo ser humano tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; essa vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo 22
Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo 23
1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.

Artigo 24
Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.

Artigo 25
1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.

Artigo 26
1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do ser humano e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo 27
1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios.
2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor.

Artigo 28
Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo 29
1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo 30
Nenhuma disposição da presente Declaração poder ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Cursos de Extensão 1o. Semestre/2019

Por Faculdade Católica,

Inscrições abertas para Cursos de Extensão

Além de cursos voltados para assuntos pastorais, a Faculdade Católica de São José dos Campos oferece opções para capacitação e aperfeiçoamento profissional.

Os cursos de extensão da Faculdade Católica-SJC conferem certificado que pode ser anexado ao currículo do profissional. Além disso, esses cursos podem servir como guia na escolha de uma futura pós-graduação, pois coloca o estudante em contato mais aprofundado na área que deseja atuar.

1.   Cursos rápidos

1.1 Gestão Estratégica de Pessoas:

Desenvolvimento de Competências (Curso rápido. 30h)

Docente: Mestra Maria Inêz de Lima Mörtl

É fato que são as pessoas que conduzem as organizações para a obtenção de seus resultados, mantendo o ambiente “vivo” e dinâmico. Por isso, os líderes estão cada vez mais sendo desafiados a encontrar soluções relacionadas à gestão de pessoas para que a organização tenha um desempenho satisfatório.

Aprender e refletir sobre a importância das pessoas, sua gestão e os resultados que se pode alcançar por meio delas é de extrema necessidade nos dias atuais. Dessa forma, o curso ministrado pela professora Maria Inêz de Lima Mörtl, irá abordar: Cultura Organizacional; Gestão Estratégica de Pessoas; Comportamento e Desempenho das organizações; Liderança; Gestão de Equipes; Gestão de Conflitos; Motivação e Clima Organizacional.

As aulas serão as quartas-feiras, das 19h às 20h30, na Faculdade Católica-SJC. O investimento é de R$ 80 mensais.

2    Atividades Permanentes de Extensão

2.1  Escola de Política e Cidadania (EPC)

Duração: 4 semestres

A Escola de Política e Cidadania (EPC) da Diocese de São José dos Campos está com inscrições abertas. A EPC está contida no Plano Diocesano de Evangelização e Pastoral, no Projeto Estratégico 10.

O curso está organizado em quatro módulos: Doutrina Social da Igreja (DSI), Ética, Política e Cidadania. As aulas acontecem no quarto sábado de cada mês, e cada módulo tem duração de um semestre, totalizando dois anos.

A Escola de Política e Cidadania é um curso de extensão da Faculdade Católica-SJC e é dirigido a membros de pastorais sociais, associações e grupos organizados na sociedade, ONG’s, pessoas que atuam na organização da sociedade e políticos militantes.

Embora tenha uma “identidade católica”, o curso está aberto a todos os credos.

PROVA AGENDADA

Por Faculdade Católica,

VESTIBULAR-2019

Agende sua prova no dia e horário que melhor lhe convier.

Ligue: 4009-8383 das 14h às 21h, de segunda a sexta-feira, ou, envie recado pelo Whats App 99147-5998; e-mail processoseletivo@faculdadecatolicasjc.edu.br

Estudar Teologia abre um novo horizonte do conhecimento!